Fluxo de caixa: o que é, como fazer e por que o saldo bancário não conta toda a história

Ter dinheiro na conta não significa necessariamente que uma empresa esteja financeiramente saudável. Da mesma forma, terminar um determinado dia com saldo bancário baixo não significa, isoladamente, que o negócio esteja dando prejuízo.

O motivo é simples: saldo bancário, fluxo de caixa e resultado contábil são informações diferentes.

Para administrar uma empresa com segurança, é necessário saber não apenas quanto dinheiro existe hoje, mas também quanto entrou, quanto saiu, o que ainda deverá entrar, quais compromissos vencerão e quando essas movimentações acontecerão.

É justamente essa visão que o fluxo de caixa procura oferecer.

O Sebrae define seu material de fluxo de caixa como uma ferramenta para registrar entradas e saídas, visualizar o saldo e antecipar problemas financeiros. A CAIXA, em seu conteúdo de educação financeira empresarial, também apresenta o fluxo de caixa como instrumento utilizado pelo empresário para acompanhar a situação financeira da empresa.

O que é fluxo de caixa?

De forma prática, fluxo de caixa é o acompanhamento organizado das entradas e saídas de dinheiro da empresa ao longo do tempo.

Entradas podem incluir, por exemplo:

  • recebimentos de clientes;
  • vendas à vista;
  • recebimento de parcelas;
  • juros recebidos;
  • aportes;
  • empréstimos;
  • outras receitas financeiras.

As saídas podem envolver:

  • fornecedores;
  • salários;
  • pró-labore;
  • impostos;
  • aluguel;
  • energia;
  • sistemas e assinaturas;
  • manutenção;
  • fretes;
  • parcelas de financiamentos;
  • investimentos;
  • despesas bancárias.

A simples existência desses registros já é útil. Porém, um fluxo de caixa realmente gerencial deve ir além de registrar aquilo que já aconteceu.

Ele precisa permitir olhar para trás e para frente.

Por isso, um bom controle separa pelo menos dois conceitos:

Realizado: dinheiro que efetivamente entrou ou saiu.

Previsto: valor que deverá entrar ou sair em uma data futura.

Essa separação transforma uma lista de movimentações em uma ferramenta de planejamento.

Nos materiais de Educação Financeira Empreendedora apresentados no âmbito do Banco Central, controles financeiros, fluxo de caixa, capital de giro, projeções e planejamento financeiro aparecem de forma integrada na formação destinada a empresários.

Por que olhar apenas o saldo do banco pode induzir a decisões erradas?

Imagine uma empresa que possui hoje:

R$ 35.000 na conta bancária.

À primeira vista, parece uma posição confortável.

Mas suponha que nos próximos dez dias estejam previstos:

  • R$ 12.000 de fornecedores;
  • R$ 8.000 de folha e pró-labore;
  • R$ 6.000 de impostos;
  • R$ 5.000 de aluguel e demais despesas;
  • R$ 9.000 de parcelas e outros compromissos.

São R$ 40.000 em saídas previstas.

Se, durante o mesmo período, existirem apenas R$ 18.000 em recebimentos previstos, o problema começa a aparecer antes mesmo de ocorrer.

O saldo bancário mostra os R$ 35.000 de hoje.

O fluxo de caixa mostra o que pode acontecer amanhã.

Essa é uma das principais utilidades da projeção financeira: permitir que o empresário identifique antecipadamente períodos de falta ou excesso de caixa e possa tomar decisões antes do vencimento das obrigações. O Sebrae destaca justamente a utilização do fluxo de caixa para antecipar problemas e planejar as finanças com maior segurança.

Fluxo de caixa não é a mesma coisa que lucro

Essa diferença merece atenção especial.

Uma empresa pode apresentar lucro e enfrentar falta de dinheiro. Também pode possuir bastante dinheiro temporariamente em conta sem que isso represente lucro.

Considere uma venda de R$ 30.000 realizada hoje, mas que será recebida em três parcelas nos próximos meses.

Economicamente, a operação ocorreu. Financeiramente, entretanto, o dinheiro ainda não entrou integralmente.

Também pode ocorrer o contrário.

Uma empresa contrata um financiamento de R$ 100.000. O saldo bancário aumenta em R$ 100.000, mas isso evidentemente não significa que a empresa tenha obtido R$ 100.000 de lucro.

É por esse motivo que controle financeiro e contabilidade precisam conversar, mas não devem ser confundidos.

O Conselho Federal de Contabilidade esclarece que os registros contábeis utilizam o regime de competência, e não simplesmente o regime de caixa.

Portanto:

Fluxo de caixa responde: quando o dinheiro entrou ou saiu?

Contabilidade por competência responde: a qual período econômico aquela receita, despesa, ativo ou obrigação pertence?

São visões diferentes e complementares.

Quais informações devem existir em um bom fluxo de caixa?

Não existe um único modelo adequado para todas as empresas.

Quanto mais complexo o negócio, mais detalhado poderá ser o controle. Porém, para pequenas e médias empresas, algumas informações são especialmente úteis.

1. Data da movimentação

Indica quando o dinheiro efetivamente entrou ou saiu.

2. Data de vencimento

Indica quando determinado pagamento ou recebimento deverá acontecer.

Ela é fundamental para projeções.

3. Competência

Indica a qual período econômico aquele fato pertence.

Uma conta de energia paga em fevereiro, por exemplo, pode corresponder ao consumo de janeiro.

Manter essa informação facilita posteriormente a integração entre financeiro, relatórios gerenciais e contabilidade.

4. Tipo

Classificação básica:

Entrada ou Saída.

5. Categoria

Permite descobrir para onde o dinheiro está indo.

Exemplos:

  • vendas;
  • fornecedores;
  • folha;
  • impostos;
  • aluguel;
  • marketing;
  • transporte;
  • software;
  • manutenção.

Sem categorias, o empresário sabe quanto gastou, mas tem dificuldade para saber com o quê.

6. Conta financeira

É importante identificar onde ocorreu a movimentação:

  • caixa;
  • banco principal;
  • banco secundário;
  • cartão;
  • outra conta.

7. Valor previsto

Registra quanto se espera pagar ou receber.

8. Valor realizado

Registra o valor que efetivamente entrou ou saiu.

A diferença entre previsto e realizado também pode revelar atrasos, descontos, juros, renegociações e falhas de planejamento.

9. Status

Uma classificação simples ajuda bastante:

  • previsto;
  • realizado;
  • cancelado.

10. Documento ou referência

Nota fiscal, boleto, contrato, recibo ou outra referência permite rastrear posteriormente a origem de determinada movimentação.

O Conselho Federal de Contabilidade ressalta, em material destinado às micro e pequenas empresas, a necessidade de manter controle de gastos, despesas, receitas, ativos e dívidas e destaca a importância dessas informações para a gestão empresarial.

Fluxo realizado e fluxo projetado devem trabalhar juntos

Um erro comum é registrar somente aquilo que já aconteceu.

Esse controle responde:

Quanto entrou e quanto saiu?

Mas deixa sem resposta uma pergunta muito mais importante:

Dashboard financeiro com planilha e gráficos de fluxo de caixa
Fluxo de caixa organiza entradas, saídas e projeções para apoiar decisões financeiras.

Ter dinheiro na conta não significa necessariamente que uma empresa esteja financeiramente saudável. Da mesma forma, terminar um determinado dia com saldo bancário baixo não significa, isoladamente, que o negócio esteja dando prejuízo.

O motivo é simples: saldo bancário, fluxo de caixa e resultado contábil são informações diferentes.

Para administrar uma empresa com segurança, é necessário saber não apenas quanto dinheiro existe hoje, mas também quanto entrou, quanto saiu, o que ainda deverá entrar, quais compromissos vencerão e quando essas movimentações acontecerão.

É justamente essa visão que o fluxo de caixa procura oferecer.

O Sebrae define seu material de fluxo de caixa como uma ferramenta para registrar entradas e saídas, visualizar o saldo e antecipar problemas financeiros. A CAIXA, em seu conteúdo de educação financeira empresarial, também apresenta o fluxo de caixa como instrumento utilizado pelo empresário para acompanhar a situação financeira da empresa.

O que é fluxo de caixa?

De forma prática, fluxo de caixa é o acompanhamento organizado das entradas e saídas de dinheiro da empresa ao longo do tempo.

Entradas podem incluir, por exemplo:

  • recebimentos de clientes;
  • vendas à vista;
  • recebimento de parcelas;
  • juros recebidos;
  • aportes;
  • empréstimos;
  • outras receitas financeiras.

As saídas podem envolver:

  • fornecedores;
  • salários;
  • pró-labore;
  • impostos;
  • aluguel;
  • energia;
  • sistemas e assinaturas;
  • manutenção;
  • fretes;
  • parcelas de financiamentos;
  • investimentos;
  • despesas bancárias.

A simples existência desses registros já é útil. Porém, um fluxo de caixa realmente gerencial deve ir além de registrar aquilo que já aconteceu.

Ele precisa permitir olhar para trás e para frente.

Por isso, um bom controle separa pelo menos dois conceitos:

Realizado: dinheiro que efetivamente entrou ou saiu.

Previsto: valor que deverá entrar ou sair em uma data futura.

Essa separação transforma uma lista de movimentações em uma ferramenta de planejamento.

Nos materiais de Educação Financeira Empreendedora apresentados no âmbito do Banco Central, controles financeiros, fluxo de caixa, capital de giro, projeções e planejamento financeiro aparecem de forma integrada na formação destinada a empresários.

Por que olhar apenas o saldo do banco pode induzir a decisões erradas?

Gráfico de projeção de fluxo de caixa com entradas previstas, saídas previstas e saldo projetado
A projeção mostra o efeito das entradas e saídas futuras sobre o caixa disponível.

Imagine uma empresa que possui hoje:

R$ 35.000 na conta bancária.

À primeira vista, parece uma posição confortável.

Mas suponha que nos próximos dez dias estejam previstos:

  • R$ 12.000 de fornecedores;
  • R$ 8.000 de folha e pró-labore;
  • R$ 6.000 de impostos;
  • R$ 5.000 de aluguel e demais despesas;
  • R$ 9.000 de parcelas e outros compromissos.

São R$ 40.000 em saídas previstas.

Se, durante o mesmo período, existirem apenas R$ 18.000 em recebimentos previstos, o problema começa a aparecer antes mesmo de ocorrer.

O saldo bancário mostra os R$ 35.000 de hoje.

O fluxo de caixa mostra o que pode acontecer amanhã.

Essa é uma das principais utilidades da projeção financeira: permitir que o empresário identifique antecipadamente períodos de falta ou excesso de caixa e possa tomar decisões antes do vencimento das obrigações. O Sebrae destaca justamente a utilização do fluxo de caixa para antecipar problemas e planejar as finanças com maior segurança.

Fluxo de caixa não é a mesma coisa que lucro

Diagrama comparando fluxo de caixa e lucro contábil por competência
Fluxo de caixa e lucro contábil são visões diferentes, mas complementares.

Essa diferença merece atenção especial.

Uma empresa pode apresentar lucro e enfrentar falta de dinheiro. Também pode possuir bastante dinheiro temporariamente em conta sem que isso represente lucro.

Considere uma venda de R$ 30.000 realizada hoje, mas que será recebida em três parcelas nos próximos meses.

Economicamente, a operação ocorreu. Financeiramente, entretanto, o dinheiro ainda não entrou integralmente.

Também pode ocorrer o contrário.

Uma empresa contrata um financiamento de R$ 100.000. O saldo bancário aumenta em R$ 100.000, mas isso evidentemente não significa que a empresa tenha obtido R$ 100.000 de lucro.

É por esse motivo que controle financeiro e contabilidade precisam conversar, mas não devem ser confundidos.

O Conselho Federal de Contabilidade esclarece que os registros contábeis utilizam o regime de competência, e não simplesmente o regime de caixa.

Portanto:

Fluxo de caixa responde: quando o dinheiro entrou ou saiu?

Contabilidade por competência responde: a qual período econômico aquela receita, despesa, ativo ou obrigação pertence?

São visões diferentes e complementares.

Quais informações devem existir em um bom fluxo de caixa?

Não existe um único modelo adequado para todas as empresas.

Quanto mais complexo o negócio, mais detalhado poderá ser o controle. Porém, para pequenas e médias empresas, algumas informações são especialmente úteis.

1. Data da movimentação

Indica quando o dinheiro efetivamente entrou ou saiu.

2. Data de vencimento

Indica quando determinado pagamento ou recebimento deverá acontecer.

Ela é fundamental para projeções.

3. Competência

Indica a qual período econômico aquele fato pertence.

Uma conta de energia paga em fevereiro, por exemplo, pode corresponder ao consumo de janeiro.

Manter essa informação facilita posteriormente a integração entre financeiro, relatórios gerenciais e contabilidade.

4. Tipo

Classificação básica:

Entrada ou Saída.

5. Categoria

Permite descobrir para onde o dinheiro está indo.

Exemplos:

  • vendas;
  • fornecedores;
  • folha;
  • impostos;
  • aluguel;
  • marketing;
  • transporte;
  • software;
  • manutenção.

Sem categorias, o empresário sabe quanto gastou, mas tem dificuldade para saber com o quê.

6. Conta financeira

É importante identificar onde ocorreu a movimentação:

  • caixa;
  • banco principal;
  • banco secundário;
  • cartão;
  • outra conta.

7. Valor previsto

Registra quanto se espera pagar ou receber.

8. Valor realizado

Registra o valor que efetivamente entrou ou saiu.

A diferença entre previsto e realizado também pode revelar atrasos, descontos, juros, renegociações e falhas de planejamento.

9. Status

Uma classificação simples ajuda bastante:

  • previsto;
  • realizado;
  • cancelado.

10. Documento ou referência

Nota fiscal, boleto, contrato, recibo ou outra referência permite rastrear posteriormente a origem de determinada movimentação.

O Conselho Federal de Contabilidade ressalta, em material destinado às micro e pequenas empresas, a necessidade de manter controle de gastos, despesas, receitas, ativos e dívidas e destaca a importância dessas informações para a gestão empresarial.

Fluxo realizado e fluxo projetado devem trabalhar juntos

Um erro comum é registrar somente aquilo que já aconteceu.

Esse controle responde:

Quanto entrou e quanto saiu?

Mas deixa sem resposta uma pergunta muito mais importante:

O dinheiro disponível será suficiente para os compromissos que ainda virão?

É por isso que a IGNF recomenda manter, no mesmo controle, movimentações realizadas e previstas.

Por exemplo:

DataMovimentoStatusValor
05/08Recebimento Cliente ARealizadoR$ 8.500
10/08FornecedorRealizadoR$ 2.400
20/08TributosPrevistoR$ 1.350
25/08Recebimento Cliente BPrevistoR$ 6.200

Os dois primeiros registros contam o que aconteceu.

Os dois últimos ajudam a enxergar o que poderá acontecer.

É essa combinação que permite transformar o fluxo de caixa em ferramenta de decisão.

Qual período deve ser acompanhado?

Depende do negócio.

Uma empresa com movimentação intensa pode acompanhar o caixa diariamente.

Outra pode utilizar uma análise semanal, mantendo um consolidado mensal.

Na prática, vale trabalhar em diferentes níveis:

Dia: operação e disponibilidade imediata.

Semana: vencimentos e necessidade de caixa de curto prazo.

Mês: análise gerencial.

Próximos meses: planejamento.

Não existe vantagem em criar um controle extremamente sofisticado que ninguém consegue manter atualizado. O melhor modelo é aquele que possui informação suficiente para gerar decisões e, ao mesmo tempo, consegue fazer parte da rotina da empresa.

A importância da conciliação bancária

Registrar uma movimentação não garante que o registro esteja correto.

Por isso, periodicamente, aquilo que aparece como realizado no controle financeiro precisa ser comparado com os extratos bancários.

Esse processo ajuda a localizar situações como:

  • pagamento registrado duas vezes;
  • recebimento não identificado;
  • tarifa bancária esquecida;
  • débito automático não lançado;
  • valor diferente do previsto;
  • transferência registrada incorretamente;
  • pagamento ainda não compensado.

O objetivo é fazer com que o controle interno represente aquilo que realmente ocorreu.

Fluxo de caixa sem conferência pode transmitir uma falsa sensação de precisão.

Um exemplo de análise gerencial

Suponha que durante um determinado mês uma empresa registre:

Entradas realizadas: R$ 80.000

Saídas realizadas: R$ 72.000

O fluxo líquido do mês foi:

R$ 8.000 positivos.

Essa informação é útil, mas não encerra a análise.

Se para o mês seguinte existirem:

Entradas previstas: R$ 55.000

Saídas previstas: R$ 74.000

a projeção aponta:

R$ 19.000 negativos.

Isso não significa necessariamente que a empresa terá um problema de R$ 19.000.

Alguns recebimentos podem ser antecipados, despesas podem mudar de data e novas vendas podem surgir.

Mas existe agora uma informação que não existiria olhando apenas o extrato bancário:

há um risco financeiro futuro que merece atenção.

É esse tipo de antecipação que torna o fluxo de caixa uma ferramenta de gestão.

Uma empresa pequena realmente precisa desse controle?

O tamanho da empresa não elimina a necessidade de conhecer sua situação financeira.

Na verdade, negócios menores normalmente possuem menos margem para absorver atrasos, despesas inesperadas ou decisões financeiras equivocadas.

O próprio CFC aponta a importância do gerenciamento adequado das finanças para micro e pequenas empresas e recomenda controle rigoroso, fluxo de caixa saudável e acompanhamento profissional.

O controle não precisa começar complexo.

Uma empresa pode iniciar registrando corretamente:

  1. o que tem para receber;
  2. o que tem para pagar;
  3. quando cada movimento ocorrerá;
  4. o que já foi efetivamente realizado;
  5. quanto deverá restar depois desses compromissos.

Depois, o nível de detalhamento pode aumentar.

Planilha, sistema ou BPO financeiro?

Uma planilha pode funcionar muito bem quando:

  • o volume de lançamentos ainda é administrável;
  • poucas pessoas atualizam o financeiro;
  • os processos são relativamente simples;
  • existe disciplina de atualização;
  • os dados são conferidos periodicamente.

Quando o volume cresce, podem surgir dificuldades:

  • versões diferentes do mesmo arquivo;
  • fórmulas alteradas acidentalmente;
  • ausência de histórico de alterações;
  • lançamentos duplicados;
  • pouca integração bancária;
  • dificuldade de controlar permissões;
  • aumento do trabalho manual.

Nesse estágio, um sistema financeiro ou a estruturação de uma operação de BPO pode fazer mais sentido.

A ferramenta é importante, mas não substitui o processo.

Uma planilha organizada utilizada diariamente costuma ser mais útil do que um sistema sofisticado alimentado incorretamente.

Baixe a Planilha IGNF de Fluxo de Caixa

Imagem de chamada para download da planilha de fluxo de caixa
Modelo gerencial para organizar entradas, saídas, previsões e realizados.

Para facilitar a aplicação destes conceitos, a IGNF Engenharia desenvolveu um modelo próprio de fluxo de caixa.

A Planilha IGNF de Fluxo de Caixa possui:

  • cadastro de categorias;
  • contas financeiras;
  • centros de custo;
  • entradas e saídas;
  • valores previstos;
  • valores realizados;
  • data de movimento;
  • competência;
  • vencimento;
  • status;
  • identificação de documentos;
  • dashboard;
  • entradas realizadas;
  • saídas realizadas;
  • saldo mensal;
  • saldo acumulado;
  • projeção financeira;
  • gráfico de evolução mensal.

O arquivo é uma ferramenta gerencial e pode ser adaptado para a realidade de cada negócio.

Importante: fluxo de caixa gerencial não substitui escrituração contábil, demonstrações contábeis, cumprimento de obrigações tributárias ou orientação de profissional da contabilidade. O CFC determina o regime de competência para o registro contábil dos atos e fatos da entidade.

Referências e conteúdo complementar

A elaboração deste conteúdo e da ferramenta IGNF utilizou referências institucionais exclusivamente para pesquisa e fundamentação conceitual. O texto, a estrutura e a planilha foram desenvolvidos originalmente pela IGNF Engenharia.

Sebrae — Planilha fluxo de caixa: controle entradas e saídas

Consultar conteúdo do Sebrae. O Sebrae apresenta o registro de entradas e saídas, visualização do saldo e utilização do controle para antecipação de problemas financeiros.

Sebrae — Como controlar o fluxo de caixa

Consultar curso/material do Sebrae. Material voltado à estruturação e gerenciamento do fluxo de caixa e à projeção de cenários.

Banco Central do Brasil / Sebrae — Educação Financeira Empreendedora

Consultar material apresentado no Banco Central. O programa apresenta temas como controles financeiros, fluxo de caixa, capital de giro, projeções e planejamento financeiro.

Conselho Federal de Contabilidade — Regime de Caixa e de Competência

Consultar orientação técnica do CFC. Referência importante para compreender a diferença entre movimentação financeira e reconhecimento contábil.

Conselho Federal de Contabilidade — Escrituração contábil simplificada para micro e pequena empresa

Consultar publicação do CFC. Material técnico que aborda controles, registros e o papel da contabilidade na gestão das micro e pequenas empresas.

Sobre a IGNF Engenharia

A IGNF atua na organização da rotina financeira empresarial, incluindo fluxo de caixa, contas a pagar e receber, conciliação bancária, organização documental e relatórios gerenciais, funcionando como estrutura operacional entre a empresa e sua contabilidade.

Precisa organizar a gestão financeira da sua empresa? Fale com a IGNF Engenharia.

É por isso que a IGNF recomenda manter, no mesmo controle, movimentações realizadas e previstas.

Por exemplo:

DataMovimentoStatusValor
05/08Recebimento Cliente ARealizadoR$ 8.500
10/08FornecedorRealizadoR$ 2.400
20/08TributosPrevistoR$ 1.350
25/08Recebimento Cliente BPrevistoR$ 6.200

Os dois primeiros registros contam o que aconteceu.

Os dois últimos ajudam a enxergar o que poderá acontecer.

É essa combinação que permite transformar o fluxo de caixa em ferramenta de decisão.

Qual período deve ser acompanhado?

Depende do negócio.

Uma empresa com movimentação intensa pode acompanhar o caixa diariamente.

Outra pode utilizar uma análise semanal, mantendo um consolidado mensal.

Na prática, vale trabalhar em diferentes níveis:

Dia: operação e disponibilidade imediata.

Semana: vencimentos e necessidade de caixa de curto prazo.

Mês: análise gerencial.

Próximos meses: planejamento.

Não existe vantagem em criar um controle extremamente sofisticado que ninguém consegue manter atualizado. O melhor modelo é aquele que possui informação suficiente para gerar decisões e, ao mesmo tempo, consegue fazer parte da rotina da empresa.

A importância da conciliação bancária

Registrar uma movimentação não garante que o registro esteja correto.

Por isso, periodicamente, aquilo que aparece como realizado no controle financeiro precisa ser comparado com os extratos bancários.

Esse processo ajuda a localizar situações como:

  • pagamento registrado duas vezes;
  • recebimento não identificado;
  • tarifa bancária esquecida;
  • débito automático não lançado;
  • valor diferente do previsto;
  • transferência registrada incorretamente;
  • pagamento ainda não compensado.

O objetivo é fazer com que o controle interno represente aquilo que realmente ocorreu.

Fluxo de caixa sem conferência pode transmitir uma falsa sensação de precisão.

Um exemplo de análise gerencial

Suponha que durante um determinado mês uma empresa registre:

Entradas realizadas: R$ 80.000

Saídas realizadas: R$ 72.000

O fluxo líquido do mês foi:

R$ 8.000 positivos.

Essa informação é útil, mas não encerra a análise.

Se para o mês seguinte existirem:

Entradas previstas: R$ 55.000

Saídas previstas: R$ 74.000

a projeção aponta:

R$ 19.000 negativos.

Isso não significa necessariamente que a empresa terá um problema de R$ 19.000.

Alguns recebimentos podem ser antecipados, despesas podem mudar de data e novas vendas podem surgir.

Mas existe agora uma informação que não existiria olhando apenas o extrato bancário:

há um risco financeiro futuro que merece atenção.

É esse tipo de antecipação que torna o fluxo de caixa uma ferramenta de gestão.

Uma empresa pequena realmente precisa desse controle?

O tamanho da empresa não elimina a necessidade de conhecer sua situação financeira.

Na verdade, negócios menores normalmente possuem menos margem para absorver atrasos, despesas inesperadas ou decisões financeiras equivocadas.

O próprio CFC aponta a importância do gerenciamento adequado das finanças para micro e pequenas empresas e recomenda controle rigoroso, fluxo de caixa saudável e acompanhamento profissional.

O controle não precisa começar complexo.

Uma empresa pode iniciar registrando corretamente:

  1. o que tem para receber;
  2. o que tem para pagar;
  3. quando cada movimento ocorrerá;
  4. o que já foi efetivamente realizado;
  5. quanto deverá restar depois desses compromissos.

Depois, o nível de detalhamento pode aumentar.

Planilha, sistema ou BPO financeiro?

Uma planilha pode funcionar muito bem quando:

  • o volume de lançamentos ainda é administrável;
  • poucas pessoas atualizam o financeiro;
  • os processos são relativamente simples;
  • existe disciplina de atualização;
  • os dados são conferidos periodicamente.

Quando o volume cresce, podem surgir dificuldades:

  • versões diferentes do mesmo arquivo;
  • fórmulas alteradas acidentalmente;
  • ausência de histórico de alterações;
  • lançamentos duplicados;
  • pouca integração bancária;
  • dificuldade de controlar permissões;
  • aumento do trabalho manual.

Nesse estágio, um sistema financeiro ou a estruturação de uma operação de BPO pode fazer mais sentido.

A ferramenta é importante, mas não substitui o processo.

Uma planilha organizada utilizada diariamente costuma ser mais útil do que um sistema sofisticado alimentado incorretamente.

Baixe a Planilha IGNF de Fluxo de Caixa

Arquivo da planilha: Baixar a Planilha IGNF de Fluxo de Caixa

Para facilitar a aplicação destes conceitos, a IGNF Engenharia desenvolveu um modelo próprio de fluxo de caixa.

A Planilha IGNF de Fluxo de Caixa possui:

  • cadastro de categorias;
  • contas financeiras;
  • centros de custo;
  • entradas e saídas;
  • valores previstos;
  • valores realizados;
  • data de movimento;
  • competência;
  • vencimento;
  • status;
  • identificação de documentos;
  • dashboard;
  • entradas realizadas;
  • saídas realizadas;
  • saldo mensal;
  • saldo acumulado;
  • projeção financeira;
  • gráfico de evolução mensal.

O arquivo é uma ferramenta gerencial e pode ser adaptado para a realidade de cada negócio.

Importante: fluxo de caixa gerencial não substitui escrituração contábil, demonstrações contábeis, cumprimento de obrigações tributárias ou orientação de profissional da contabilidade. O CFC determina o regime de competência para o registro contábil dos atos e fatos da entidade.

Referências e conteúdo complementar

A elaboração deste conteúdo e da ferramenta IGNF utilizou referências institucionais exclusivamente para pesquisa e fundamentação conceitual. O texto, a estrutura e a planilha foram desenvolvidos originalmente pela IGNF Engenharia.

Sebrae — Planilha fluxo de caixa: controle entradas e saídas

Consultar conteúdo do Sebrae. O Sebrae apresenta o registro de entradas e saídas, visualização do saldo e utilização do controle para antecipação de problemas financeiros.

Sebrae — Como controlar o fluxo de caixa

Consultar curso/material do Sebrae. Material voltado à estruturação e gerenciamento do fluxo de caixa e à projeção de cenários.

Banco Central do Brasil / Sebrae — Educação Financeira Empreendedora

Consultar material apresentado no Banco Central. O programa apresenta temas como controles financeiros, fluxo de caixa, capital de giro, projeções e planejamento financeiro.

Conselho Federal de Contabilidade — Regime de Caixa e de Competência

Consultar orientação técnica do CFC. Referência importante para compreender a diferença entre movimentação financeira e reconhecimento contábil.

Conselho Federal de Contabilidade — Escrituração contábil simplificada para micro e pequena empresa

Consultar publicação do CFC. Material técnico que aborda controles, registros e o papel da contabilidade na gestão das micro e pequenas empresas.

Sobre a IGNF Engenharia

A IGNF atua na organização da rotina financeira empresarial, incluindo fluxo de caixa, contas a pagar e receber, conciliação bancária, organização documental e relatórios gerenciais, funcionando como estrutura operacional entre a empresa e sua contabilidade.

Precisa organizar a gestão financeira da sua empresa? Fale com a IGNF Engenharia.

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